Após denúncias de abuso, funcionários da Blizzard assinam carta a líderes e anunciam greve nesta quarta 28 de Set
Carta aberta em repúdio já tem mais de 2.600 assinaturas
Mais 2,5 mil funcionários da Activision Blizzard, distribuidora de franquias como Call of Duty e Overwatch, assinaram uma carta criticando a postura da empresa perante o processo de assédio sexual e discriminação. O texto diz que a resposta da companhia foi “abominável e ofensiva”, e pede que as lideranças “reconheçam a seriedade das alegações”.
Os funcionários se referem ao comunicado de Frances Townsend, vice-presidente executiva para assuntos corporativos da Activision Blizzard. Ela minimizou os relatos de cultura de assédio sexual, remuneração desigual e retaliação presentes na ação judicial — o documento cita até o suicídio de uma funcionária. A executiva havia escrito:
“Acreditamos que essas declarações [em relação ao processo] prejudicaram nossa busca por igualdade dentro e fora de nossa indústria. Categorizar as alegações como ‘distorcidas e, em muitos casos, falsas’ cria uma atmosfera empresarial que desacredita as vítimas. Também coloca dúvidas sobre a capacidade das empresas responsabilizarem os agressores por suas ações e promoverem um ambiente seguro para possíveis vítimas no futuro. Essas declarações deixam claro que a liderança não está colocando nossos valores em primeiro lugar. Os executivos da nossa empresa alegaram que ações serão tomadas para nos proteger, mas […] com as respostas oficiais preocupantes que tivemos, não confiamos mais que nossos líderes colocarão a segurança dos funcionários acima de seus próprios interesses.”
A carta finaliza pedindo por declarações oficiais que “reconheçam a seriedade das alegações” e a renúncia de Townsend do cargo de executiva da rede de funcionários da Activision Blizzard King (ABK) que atende mulheres.

Após a carta, os líderes do movimento também anunciaram que farão uma greve nesta quarta-feira (28) com direito a protesto em frente à sede da empresa, na cidade de Irvine, no estado da Califórnia.
De acordo com reportagem do Bloomberg, o grupo de organizadores declara que a manifestação tem como objetivo "melhorar as condições para funcionários na companhia, especialmente mulheres, e em particular mulheres partes de minorias e trans, pessoas não-binárias e outros grupos marginalizados".
FONTE: Bloomberg Law