AeraNerd Header

Após denúncias de abuso, funcionários da Blizzard assinam carta a líderes e anunciam greve nesta quarta 28 de Set

28/07/2021 CAJR

Carta aberta em repúdio já tem mais de 2.600 assinaturas

Mais 2,5 mil funcionários da Activision Blizzard, distribuidora de franquias como Call of Duty e Overwatch, assinaram uma carta criticando a postura da empresa perante o processo de assédio sexual e discriminação. O texto diz que a resposta da companhia foi “abominável e ofensiva”, e pede que as lideranças “reconheçam a seriedade das alegações”.

Os funcionários se referem ao comunicado de Frances Townsend, vice-presidente executiva para assuntos corporativos da Activision Blizzard. Ela minimizou os relatos de cultura de assédio sexual, remuneração desigual e retaliação presentes na ação judicial — o documento cita até o suicídio de uma funcionária. A executiva havia escrito:

Acreditamos que essas declarações [em relação ao processo] prejudicaram nossa busca por igualdade dentro e fora de nossa indústria. Categorizar as alegações como ‘distorcidas e, em muitos casos, falsas’ cria uma atmosfera empresarial que desacredita as vítimas. Também coloca dúvidas sobre a capacidade das empresas responsabilizarem os agressores por suas ações e promoverem um ambiente seguro para possíveis vítimas no futuro. Essas declarações deixam claro que a liderança não está colocando nossos valores em primeiro lugar. Os executivos da nossa empresa alegaram que ações serão tomadas para nos proteger, mas […] com as respostas oficiais preocupantes que tivemos, não confiamos mais que nossos líderes colocarão a segurança dos funcionários acima de seus próprios interesses.”

A carta finaliza pedindo por declarações oficiais que “reconheçam a seriedade das alegações” e a renúncia de Townsend do cargo de executiva da rede de funcionários da Activision Blizzard King (ABK) que atende mulheres.

Após a carta, os líderes do movimento também anunciaram que farão uma greve nesta quarta-feira (28) com direito a protesto em frente à sede da empresa, na cidade de Irvine, no estado da Califórnia.

De acordo com reportagem do Bloomberg, o grupo de organizadores declara que a manifestação tem como objetivo "melhorar as condições para funcionários na companhia, especialmente mulheres, e em particular mulheres partes de minorias e trans, pessoas não-binárias e outros grupos marginalizados".

FONTE: Bloomberg Law